Diabetes infantil: esteja atento às crianças e preparado para percebê-lo

A diabetes não é uma doença que afeta somente aos adultos. Muitas crianças e adolescentes também precisam conviver diariamente com a doença – o que implica aplicações de insulina, medições de glicose e todos os outros cuidados diários exigidos pela diabetes. Na maioria das vezes (90% dos casos) a diabetes infantil é tipo 1. Por isso, falaremos especificamente desse tipo.

A doença se manifesta até os 18 anos e é causada devido a um comportamento anormal do sistema imunitário da criança. Este passa a reconhecer as células beta do pâncreas como corpo estranho e as destrói. O Brasil é o 3° país do mundo com o maior número de crianças e adolescentes que têm diabetes.

Sintomas e diagnóstico

O diagnóstico da diabetes infantil é feito por meio de um exame de sangue realizado pelo paciente em jejum, na parte da manhã. Seu objetivo é avaliar o nível de açúcar no sangue. Resultados acima de 126 mg/dl indicam a presença da doença. Para confirmar o diagnóstico, a criança precisa repetir o exame outro dia, além de fazer outros exames de sangue.

Porém, quanto mais rapidamente a doença for descoberta, melhor para a criança, que receberá os cuidados necessários. Por isso, mantenha-se atento e faça o exame caso seu filho comece a apresentar alguns desses sintomas:

  1. Vontade de fazer xixi maior que o normal;
  2.  Muita sede;
  3. Muita fome;
  4. Emagrecimento ou perda de peso;
  5. Fraqueza, cansaço e tonturas;
  6. Câimbras e formigamentos.

Tratamentos

O tratamento para diabetes infantil é feito com injeções de insulina, assim como nos adultos. Vale sempre lembrar que o tratamento da diabetes varia de pessoa para pessoa, e quem determina qual insulina ideal e qual a dose a ser aplicada é o médico. O fornecimento gratuito de medicamentos e insumos pelos Estados ou Municípios é garantido pela Constituição Federal.

Outro fator que pode ajudar a tratá-la é a prática de exercício físico. Os pais devem sempre incentivar seus filhos a fazerem exercícios regularmente e a manterem uma alimentação equilibrada. Para crianças que têm diabetes, a alimentação  deve acontecer em 6 refeições por dia. Todas elas devem ser equilibradas em proteínas, carboidratos e gorduras, evitando alimentos ricos em açúcar. Dicas:

 Evite os açúcares de absorção rápida (presentes nos refrigerantes, bolachas);

 Diminua o aporte de gorduras saturadas (fritos, margarinas e manteigas);

 Inclua sempre vegetais e fruta nas principais refeições (ricos em fibras).

Em entrevista para a revista Claudia, o doutor Walter Minicucci, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), ressaltou os avanços que tem sido alcançados em relação ao controle da diabetes. “A cada ano, vemos mais melhoras, por conta de vários fatores. Hoje há um número enorme de alimentos diet, que permitem à criança comer o mesmo que os colegas. E ser igual aos demais é algo que conta muito para os pequenos e para os adolescentes. As proibições também estão muito mais leves devido aos novos tipos de insulina e estratégias de tratamento, as seringas para aplicação de insulina atualmente são equipadas com agulhas bem curtas, que não machucam, assim como os aparelhos conseguem monitorar a glicemia com apenas uma pequena gota de sangue, o que significa uma picada praticamente sem dor. Assim, algo que era penoso já não é mais” afirma Walter.

 

Vida que segue

No primeiro momento o susto é grande e os pais costumam se assustar com o diagnóstico – normal! Mas nesse momento é preciso juntar forças e ter muita calma: se o tratamento for seguido direitinho, a criança poderá ter uma vida normal. Deixa-a brincar, ter amigos, sair e se acostumar ao tratamento. Estimular sua autonomia com os cuidados da doença também é positivo.

 

 

Em caso de ralados ou machucados ocasionados por brincadeiras, você ainda pode passar Millitus Derm – a pomadinha da Profitus que ajuda na cicatrização de feridas.

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